Orações de Saint Martin
Do livro
10 Orações deixadas
por
Louis-Claude de Saint-Martin
A Oração é para o nosso intelecto, o mesmo que a respiração é para o nosso corpo como bem disse Louis Claude de Saint-Martin, em seu livro “O Quadro Natural”, i, p.178.
As dez orações de Saint-Martin, apresentadas aqui, não tem por objetivo a sua memorização ou seu uso de forma literal, elas simplesmente são exemplos de um estilo que desapareceu durante a Revolução Francesa. Foi mantida nesta tradução a ortografia original e a sintaxe, carregada de alguns do caráter tradicional das escritas do nosso Ven. Mestre. Estas orações foram extraídas de um manuscrito de Saint-Martin e publicadas no segundo volume de suas Obras Póstumas, áginas 444 a 482 (Oeuvres Posthumes de M. de St. Martin, Tome Second, Chez Letourmy, Imprimeur-Librairie, rue Colbert, no 2, Tours, France, 1807).
O estudo de tais textos pode lhe guiar na composição de suas próprias orações. Estas orações são a formulação de uma experiência meditativa e usam o pensamento e a palavra escrita. Paran Saint Martin, o começo de todas as verdades estão na natureza, mas a consumação dela está na oração, isto inclui todas as religiões, porque submerge a alma do orante naquela chama sagrada que é o amor divino e a Reconciliação Universal.
Uma vida de piedade parece assustadora para muitos e a oração, difícil de ser obtida. Sentem-se desencorajados a dar um único passo nesta direção. Como a temida dificuldade de um empreendimento geralmente causa desespero pelo êxito e relutância a começar, o seu desejo e a ideia de que seja fácil de obter, nos induz a penetrar sua busca com prazer, e a persegui-la com vigor.
A oração nada mais é do que a utilização do coração de Deus e um exercício interno de amor.
São Paulo nos convidou a “orar sem cessar” (Ts 5,17) e o Senhor ordena a vigiar e orar (Mr 13,33,37).
É preciso viver pela oração, assim como é preciso viver pelo amor: “Aconselho-te a comprar de mim ouro purificado no fogo para que enriqueças” (Ap. 3,18). Isso é muito fácil de se obter, mais fácil do que se possa imaginar.
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7,37); “Porque meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a fonte de água viva, para cavar para si cisternas, cisternas furadas, que não podem conter água”. (Jo. 2,13). Venham vós, almas famintas, que não encontram nada que vos satisfaçam; Venham e serão saciadas. Venham os aflitos, ponham abaixo a carga de fraquezas e dores e serão consolados! Venham os doentes ao seu terapeuta e não tenham medo de se aproximarem, pois vós estais repletos de doenças; mostre-as e elas serão curadas!
Oração 1
Fonte eterna de tudo o que é, tu, que envias aos prevaricadores espíritos de erro e de trevas que os separam de teu amor, envia àquele que te busca um espírito de verdade que o aproxime de ti para sempre.
Que o fogo desse espírito consuma em mim até os menores traços do velho homem, e que após havê-lo consumido, ele faça nascer desse monte de cinzas um novo homem sobre quem tua mão sagrada não desdenhe mais oferecer a santa unção.
Que esteja aí o termo dos longos trabalhos da penitência e que tua vida universalmente una transforme todo o meu ser na unidade de tua imagem, meu coração na unidade de teu amor, minha ação numa unidade de obras de justiça, e meu pensamento numa unidade de luzes.
Tu só impões ao homem grandes sacrifícios para forçá-lo a buscar em ti todas as suas riquezas e todas as suas alegrias, e tu só o forças a buscar em ti todos esses tesouros, por saberes que são os únicos que poderão fazê-lo feliz, e por seres o único a possuí-los, a engendrá-los e a criá-los. Sim, Deus de minha vida, é apenas em ti que posso encontrar a existência e o sentimento de meu ser; disseste também que seria somente no coração do homem que poderiass encontrar teu repouso; não interrompas um instante sequer tua ação sobre mim, para que eu possa viver, e ao mesmo tempo para que teu nome possa ser conhecido pelas nações: teus profetas nos ensinaram que os mortos não podiam louvar-te; não permite, pois, nunca, que a morte se aproxime de mim: porque ardo por tornar imortal tua louvação, ardo do desejo que o sol eterno da verdade não possa censurar o coração do homem de ter trazido a menor nuvem e causado a menor interrupção na plenitude de teu esplendor.
Deus de minha vida, tu que, ao pronunciar, tudo se opera, concede ao meu ser o que deste em sua origem, e manifestarei teu nome às nações, e elas reaprenderão que somente tu és seu Deus e a vida essencial, bem como o móvel e o movimento de todos os seres.
Semeia teus desejos no coração do homem, nesse campo que é teu domínio e que ninguém pode te contestar, pois que foste tu que lhe deste seu ser e sua existência. Semeia nele teus desejos, a fim de que as forças do teu amor o arranquem inteiramente dos abismos que o retêm e que gostariam de tragá-lo com eles para sempre.
Abole para mim a religião das imagens; dissipa essas barreiras fantásticas que interpõem um imenso intervalo e uma espessa escuridão entre tua viva luz e eu, e que me obscurecem com suas trevas.
Aproxima de mim o caráter sagrado e o selo divino dos quais és o depositário, e transmite até o seio de minha alma o fogo que te queima, a fim de que ela arda contigo e que sinta o que são tua inefável vida e as inesgotáveis delícias de tua eterna existência.
Demasiadamente fraco para suportar o peso de teu nome, transfiro a ti o cuidado de erigir inteiramente o edifício, e de nele colocares tu mesmo os primeiros fundamentos no centro desta alma que me deste para ser como o candelabro que leva a luz às nações, a fim de que elas não permaneçam nas trevas.
Graças te sejam rendidas, Deus de paz e de amor! Graças te sejam rendidas por te lembrares de mim e por não quereres deixar minha alma definhar na penúria! Teus inimigos diriam que tu és um pai que esquece seus filhos e que não os pode libertar.
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