(3) DEVEMOS ORAR PELOS FALECIDOS?
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Os dias em que se deve rezar pelos falecidos
Desde os tempos antigos estabeleceu-se o costume de lembrar dos mortos no 3o, 9o e 40o dias após seu falecimento; assim também no aniversário da morte ou no dia do onomástico. A Igreja dedica alguns dias do ano à memória de todos os falecidos - são chamados de: "Sábados Memoriais." Assim, no Sábado (durante o carnaval que precede a Quaresma, por ocasião da lembrança do próximo temível Julgamento) a Igreja reza por todos os falecidos através dos séculos. Também nos sábados da 2a, 3a e 4a semanas de Quaresma e no Sábado véspera de Pentecostes. A Igreja ora por todos os falecidos sem um preparo ou morte repentina, pelos criminosos condenados, pelos desabrigados, por aqueles que não tiveram um funeral cristão, pelos dilacerados por animais, pelos tragados pelo mar e etc., e finalmente por todos os pais e antepassados desde as primeiras pessoas.
Além disto, desde a antigüidade criou-se o costume de apresentar livretos com os nomes dos vivos e dos mortos. Durante a Quaresma, após o ofício diário, são realizados ofícios memoriais. Costuma-se também visitar os túmulos dos parentes na segunda terça-feira após a Páscoa, dia chamado de "RADONITSA," onde são feitos ofícios com o cântico "Cristo Ressuscitou."
Na Rússia ainda são considerados os dias de memórias pelos soldados ortodoxos, mortos na guerra: 11 de setembro, dia da comemoração da decapitação do profeta São João Batista; e o Sábado de São Demétrio; um sábado antes da festa de São Demétrio Megalomártir (dia 8 de novembro - pelo novo calendário). O Sábado de São Demétrio foi instituído por Dimitri Donskoy após a batalha de Kulikov em 1380.
Deste modo, a Igreja se preocupa constantemente com a salvação de seus filhos. Mesmo depois que eles deixam este mundo físico, a Igreja suplica a Deus por eles. Os santos que alcançaram a Igreja Triunfante, por sua vez, oram por seus irmãos mais novos da Igreja Militante. O Apóstolo São João o Teólogo escreve a este respeito no livro do Apocalipse (Apo. 8:4). Assim, vamos seguir os mandamentos de nosso Salvador e rezar uns pelos outros, inclusive pelos que partiram com a convicção de que estas orações trazem grandes benefícios para nós e para eles.
Memorial De Páscoa Ofícios Na "Radonitsa"
Após a exclamação do sacerdote, o côro responde: Cristo ressuscitou dos mortos, repara a morte com a morte, e àqueles que estão no túmulo a vida é dada (três vezes).
É o dia da Ressurreição! Fiquemos radiantes, homens! Páscoa! A Páscoa do Senhor!
Pois Cristo Deus nos trouxe da morte para a vida e da terra para o Céu, enquanto cantamos hinos de triunfo!
Refrão: Cristo ressuscitou dos mortos (antes de cada eirmos).
3) Venham, bebamos da nova bebida, que não brotou milagrosamente de uma pedra
árida, mas da fonte incorruptível - o Túmulo de Cristo, em Quem nos sustentamos.
Refrão: Cristo...
6) Tu desceste, Ó Cristo, às profundezas ocultas da terra e destruíste as eternas barreiras que mantinham os prisioneiros cativos, e no terceiro dia, tal qual Jonas saiu do ventre da baleia, saíste do Túmulo.
7) O Anjo gritou Àquela que é cheia de graça: alegra-Te, Ó Virgem Pura! E de novo digo: alegra-Te! Teu Filho ressuscitou do Túmulo no 3o dia e ressuscitou os mortos, alegrem-se povos.
9) Brilha, brilha, nova Jerusalém; pois a Glória do Senhor brilhou sobre Tí; exulta e se alegre agora, Ó Sion. E Tu, a Pura Mãe de Jesus, alegra-Te pela ascensão Dele, a Quem deste a Luz.
O Sacerdote proclama a ladainha fervorosa e diz: Eterna memória.
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(The "toll houses")
As Sagradas Escrituras não nos dão conhecimento de como ocorre o julgamento individual após a morte do ser humano. Nós apenas podemos Ter um entendimento parcial a esse respeito, através de algumas frases encontradas na palavra de Deus. Assim, é natural se pensar que no julgamento individual os anjos bons e maus teêm grande participação na decisão do destino do homem após sua morte. Os anjos bons são os instrumentos da graça de Deus, enquanto que os anjos maus, com a permissão de Deus, são os instrumentos da justiça Dele. Na parábola do homem rico e de Lázaro está dito que Lázaro "foi levado pelos anjos ao seio de Abraão" (Luc. 16:22). Na parábola do rico insensato está escrito: "insensato! Nesta noite ainda exigirão de tí a tua alma" (Luc. 12:20). De acordo com São João Crisóstomo, evidentemente o poder do mal será arrancado. Embora, por um lado os anjos dos pequeninos, pelas palavras do Senhor, contemplam sem cessar a face do Pai Celestial, no final do mundo o Senhor enviará Seus anjos, os quais irão separar os maus dos justos e os arrojarão na fornalha (Mat. 13:49). Por outro lado - nosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar (1 Ped. 5:8); e as forças espirituais do mal estarão espalhadas nos ares (Efé. 6:12; 2:2). Baseando-se nestas indicações da Sagrada Escritura, os Pais da Igreja dos tempos antigos descreviam o caminho da alma que se separou do corpo como um caminho através do espaço espiritual onde as forças obscuras procuram consumir os fracos de espírito e onde por isso é necessária a defesa dos anjos celestes e o apoio das orações dos membros vivos da Igreja. Entre os Pais da antigüidade, santos Efrem o Sírio, Atanásius o Grande, Macarius o Grande, Basílio o Grande, João Crisóstomo e outros falam a esse respeito.
Essas idéias são desenvolvidas com mais detalhes por São Cyrilo de Alexandria no "Sermão na Partida da Alma," o qual habitualmente é publicado no saltério. A representação pictória da jornada da alma é apresentada na vida de São Basílio o Novo, onde a abençoada Teodora, após a sua morte aparece em sonho a um discípulo de São Basílio e conta aquilo que ela viu e experimentou após a separação de sua alma do corpo, e durante a ascensão de sua alma à morada celestial. A jornada da alma após sua separação do corpo, habitualmente é chamada "humilhações." O Metropolita Makarius de Moscou faz a seguinte nota a respeito da natureza figurativa dessas "humilhações: "Contudo, nós devemos ter em mente, com firmeza, as instruções que o anjo forneceu a São Macarius de Alexandria, quando ele apenas começava a falar a respeito das humilhações: "Aceite as coisas terrestres aqui como a mais frágil imagem dos céus"; devemos imaginar o máximo possível que as humilhaçõ,zes no sentido espiritual, escondidas sob mais ou menos detalhes humanos.
(From Orthodox Dogmatic Theology by Protopresbyrer Michael Pomazansky).
Conteúdo: O destino do homem após a morte. A necessidade de rezar pelos falecidos. O consolo cristão para os que estão tristes. A "Panihida" (ofício memorial) em português. Os dias em que se deve rezar pelos falecidos.
"Humilhações" ("toll houses").
Missionary Leaflet # P17
Copyright © 2001 Holy Trinity Orthodox Mission
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Editor: Bishop Alexander (Mileant)
(panihida_p.doc, 01-23-2001)
Edited by | Date |
Fr. Constantine Moor | 01/22/20001 |
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